segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Comida a quilo tem variação de 37% nos restaurantes do Centro




De acordo com uma pesquisa realizada há alguns meses pela Associação de Empresas de Cartões de Refeição e Alimentação (Assert), Macaé é o município com o preço mais caro pelo quilo da comida do estado do Rio de Janeiro, na cidade o preço também fica acima da média nacional de R$ 27,40. Para agravar a situação, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sobe a cada mês subsequente, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Índice de Preços ao Consumidor semanal (IPC-S), que avalia os preços no varejo, teve um aumento de destaque no grupo de alimentação (de 0,29% para 0,43%) com destaque para as carnes bovinas (de 1,08% para 1,91%). 

Desta maneira, quem trabalha no Centro de Macaé sabe bem que na hora do almoço as opções são variadas e os preços também.

Pensando nisto, O DEBATE, realizou uma pesquisa direcionada ao preço pelo quilo da refeição nos restaurantes self service localizados no Centro da cidade e constatou que, de acordo com a preferência do consumidor, a variação pode chegar a 37%. Ainda de acordo com os consumidores, conforto e variedade são determinantes para os preços cobrados por esses estabelecimentos que variam em média entre R$ 46 e R$ 29 o quilo. Na pesquisa foram contabilizados apenas os restaurantes self service atuantes no Centro da cidade.

"A maioria das empresas hoje paga um ticket refeição de R$ 12 a R$ 14 diários para o almoço, incluindo a minha. Desta forma, não me incomodo em inteirar um valor mensal para comer em um lugar onde a comida é saudável, tem boa variedade e o ambiente é bacana", diz o eletrotécnico, Maicon Lopes.

Já para algumas pessoas mais comprometidas, preferem usar o famoso ticket-refeição para as compras mensais de casa.
"Procuro sempre economizar o crédito do ticket para as compras do mercado, assim posso montar o cardápio que quiser e levar a comida já pronta de casa", observa a Engenheira de equipamentos, Cláudia Lúcia Vasconcellos.
Por outro lado os administradores dos restaurantes se defendem e explicam o porquê da comida estar tão salgada, alegando que também são vítimas do custo de vida alto da cidade.

Fora o custo alto dos impostos no município, hoje em dia é cada vez mais difícil conseguir mão de obra qualificada e quando se consegue tem que pagar um valor razoavelmente alto por ela, levando em consideração que competir salários com a indústria do petróleo não é fácil. Com tudo isto, estes custos têm que ser remanejados para algum lugar, logicamente a saída mais óbvia é o preço da comida pago pelo consumidor final. Estratégia essa que, sinceramente, não agrada os comerciantes mais experientes e que gostam de ter seus clientes sempre cativos", observa o gerente de um dos restaurantes do setor na cidade.

De acordo com o coordenador do Procon-Macaé, Carlos Fioretti, o consumidor que suspeitar da faixa tara dos pratos (desconto do peso do prato vazio pela comida consumida pelo cliente) deve imediatamente se dirigir à filial do órgão do município e denunciar as possíveis irregularidades

"Não temos recebido reclamações deste tipo na cidade e via de regra, as vistorias não costumam dar problema. Contudo, o consumidor tem o direito de exigir que o restaurante self service disponibilize em local visível um cartaz que informe o peso do prato utilizado no bufêt. Se mesmo assim o cliente continuar suspeitando da elevação abusiva no preço, ele deve procurar imediatamente o setor do órgão no município e denunciar", explica o coordenador do Procon-Macaé.


Vídeo: O Dia na Economia: Petróleo e o 'fator medo'

"Não há excesso de demanda, mas a alta na cotação do petróleo, que esteve no centro das últimas crises econômicas, volta agora a provocar apreensão", comenta José Paulo Kupfer


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Vídeo: Macaé: Um grande negócio

Conheça a capital do Petróleo no Rio de Janeiro

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HISTÓRIA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO DE MACAÉ



Desde a década de 1970, quando a Petrobras escolheu Macaé para ser a sede de suas operações na Bacia de Campos, a cidade deu um salto de crescimento. Mais de quatro mil empresas se instalaram no município e a população foi multiplicada por dez - hoje são mais de 200 mil habitantes. Surgiram hotéis de luxo e uma série de empreendimentos do setor de serviços, principalmente no ramo de restaurantes. O turismo de negócios aumentou.

O petróleo é maior força econômica de Macaé. Nos próximos dois anos, a meta da  Petrobras é produzir 2 milhões e 200 mil barris de óleo por dia. Até 2010, a Petrobras investiu US$ 25,7 bilhões na Bacia de Campos, o equivalente a 80% dos recursos da empresa em Exploração e Produção para todo o país. O município tem a maior taxa de criação de novos postos de trabalho do interior do estado, de acordo com pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan): 13,2% ao ano. A economia da cidade cresceu 600% desde 1997. Um levantamento elaborado em 2007 pelo IBGE demonstrou que o Produto Interno Bruto per capita da cidade é de 36000 reais por ano, 6 200% maior do que a média nacional.6 O município atrai empresas de todo o país e do mundo: a cidade recebeu, recentemente, quatro hotéis de luxo (Blue Tree, Sheraton, Confort e Royal).

Pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas apontou a cidade como a que mais se desenvolveu na última década no eixo Rio-São Paulo. Por sua ótima economia, Macaé foi eleita pelo jornal A Gazeta Mercantil como a cidade mais dinâmica do estado, levando em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano. Em 2004, a Fundação Getúlio Vargas apontou Macaé como a segunda melhor cidade brasileira para se trabalhar. A cidade também recebeu o título de Município Amigo da Criança, em reconhecimento às ações nas áreas de educação e saúde. O prêmio foi dado pela Organização Pan-Americana de Saúde. Macaé sedia a Brasil Offshore, feira que reúne quase 500 empresas do setor de petróleo de 50 países. A feira é realizada no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, o segundo maior do estado, construído em uma área de 110 mil metros quadrados no bairro São José do Barreto. O crescimento trouxe (e ainda traz) também milhares de pessoas de outras regiões do país, em sua grande maioria sem qualquer qualificação profissional, que esperavam  encontrar trabalho farto. Porém, a realidade é que a oferta de empregos é grande para quem tem boa qualificação profissional, sendo exigência mínima, quase sempre, o domínio da língua inglesa. Esses migrantes ajudaram a aumentar enormemente o tamanho e a quantidade de favelas na cidade, sob os olhos complacentes e assistencialistas dos seguidos governos municipais durante os quais a migração ocorreu.Além disso, Macaé ganhou, em 11 de Setembro de 2008, o Shopping Plaza Macaé, um shopping que, por possuir lojas importantes, incluindo grandes franquias internacionais. Este shopping, ao oferecer mais opções de comércio para a cidade e região, cria a expectativa de maior desenvolvimento para a economia da cidade.




ENTREVISTA

Entrevista do Sr. Leonardo Pessanha da Rocha - Vice-Presidente do FUMDEC - Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social de Macaé.

A Equipe do blog Economia Macaense agradece a Leonardo Pessanha pela entrevista fornecida e deseja sucesso à frente da vice-presidência do FUMDEC.

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