segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Fumdec lança "Van do Microcrédito" no Lagomar

Unidade móvel irá acelerar o desenvolvimento do projeto de fomento ao empreendedorismo local


O Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (Fumdec) prossegue expandindo o programa de microcrédito produtivo a pequenos e médios empreendedores locais por meio do "Macaé aCredita em Você", inaugurado há pouco mais de quatro meses. A partir de agora, o programa passará a contar com uma van itinerante, a "Van do Microcrédito", lançada na tarde de ontem (4), no Lagomar. 

De acordo com Rebeka Motta, coordenadora de financiamento do programa, o projeto da unidade móvel mostrou-se vigente devido ao sucesso do programa que tem gerado demandas para o retorno dos agentes de crédito aos bairros cada vez mais brevemente. 

"Com a unidade móvel, as visitas de divulgação começarão acontecer de forma mais intensa e prática conseguindo atender aos diversos bairros espalhados pela cidade de maneira mais dinâmica. O objetivo é transformar o veículo em uma verdadeira base  de operações itinerante com toda a logística necessária para agilizar o processo de documentação e viabilização do crédito para os empreendedores.  Além de conscientizar os empreendedores locais sobre a possibilidade alternativa de financiamento de seus negócios com taxas de juro e opções de quitação muito menos agressivas quando em comparação aos bancos convencionais", diz Rebeka.

Segundo Rebeka, os empreendedores locais interessados têm mostrado interesse e entrado em contato com a equipe responsável para agendar novas visitações. 

"O número de adeptos ao programa está cada vez maior, pois o processo é simples e fala a linguagem do empreendedor, termo este que, para nós, abrange desde um comerciante local, com ponto de venda fixo, até um autônomo, pedreiro, manicure, vendedor de picolé, vendedora de revista de cosméticos, entre outros. Lembrando sempre que, o objetivo da equipe é estritamente ajudar o empreendedor a construir o seu projeto, falando a linguagem dele e observando que o efeito é multiplicador. Deste modo, nós procuramos os amparar (de forma conselheira), desde questões mais técnicas como a administração dos lucros, sazonalidades, até questões mais abertas como despesas familiares, elaboração do fluxo de caixa, levantamento de estoque, limpeza, entre outros. No final deste processo e, já estabilizado, ganha o empreendedor, a família dele, o comércio, o consumidor e naturalmente, Macaé", ressalta a coordenadora.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Macaé (CDL-Macaé), Luis Henrique Ferreti Fragoso, a ideia é oportuna frente às baixas no comércio varejista desde o ano passado.

"A campanha de microcrédito e sua expansão com a nova unidade móvel, sem dúvida, irão proporcionar uma considerável elevação do fomento aos pequenos e médio produtores locais para investir em seus negócios. Além disto, o programa é interessante não só por atrair o progresso econômico, mas também e, principalmente, pela valorização do comércio local por meio das linhas de crédito com ótimas taxas de mercado, voltadas exclusivamente para os empreendedores, ou seja, ela é personalizada e com a burocracia enxugada ao máximo, excelente até mesmo para oferecer aos nossos clientes/consumidores, onde poderemos receber o dinheiro à vista na mercadoria vendida diminuindo despesas com taxas de cartão de crédito", pontua Ferreti.

Como funciona o programa de microcrédito

De acordo com o Fumdec, as operações são feitas através da Caixa Econômica Federal (CEF) e da Agência Estadual de Fomento (AgeRio). O limite máximo de crédito é de R$ 15 mil, com taxas a partir de 0,39% ao mês e podendo ser quitado em até 24 vezes (enquanto as operações com bancos convencionais, gira hoje, na média de 5% a 6%). 

Por meio dos programas de fomento ao comércio local, cerca de 135 empreendedores já foram beneficiados (29 somente este ano) e mais de R$ 300 mil foram encaminhados para as ações liberadas. E, somente neste ano, já foram concedidos 29 microcréditos em quatro meses de atividade.
Atualmente cerca de 12 processos estão em análise para liberação de seus respectivos projetos de negócio. 

No município, os setores de comércio, alimentos e bebidas, beleza e cosméticos, além do transporte escolar são os que mais recebem microempreendedores individuais. As mulheres entre 35 e 45 anos lideram o ranking das solicitações de novos microcréditos e são as que mais buscam capacitação na Casa do Empreendedor.

Lembrando ainda que o trabalho de divulgação das propostas é feito uma vez na semana em bairro do município, onde, uma equipe formada por 15 agentes de créditos se divide em duplas e faz uma varredura por todo o local informando sobre os benefícios do fundo de crédito produtivo. Além do Lagomar, a ação já passou pelos bairros do Parque Aeroporto, Ajuda de Cima, Ajuda de Baixo, Fronteira, Barra, Nova Holanda, Centro, Aroeira, Cajueiros, Miramar, Sol Y Mar e Campo do Oeste.

Fonte:http://www.odebateon.com.br/site/noticia/detalhe/32485/fumdec-lanca-van-do-microcredito-no-lagomar

Custo de cesta básica registra aumento em Macaé

No acumulado de 2014, até outubro, aumento registrado é de 6,25%


Em outubro, o custo médio da cesta básica individual medido pelo Dieese/Sindipetro-NF atingiu R$ 281,53 em Macaé, registrando um pequeno aumento de 0,02% em relação a setembro. Segundo o Sindipetro-NF, este foi o terceiro mês consecutivo em que a cesta básica apresentou elevação em seu preço no município, a última retração foi em julho (cerca de 1,79% em relação a junho). 

Neste sentido, no último mês o trabalhador que mora na cidade e possui o rendimento mensal de um salário mínimo precisou trabalhar cerca de 85 horas e 33 minutos para adquirir os itens da cesta básica individual. Seguindo esta lógica, em setembro, o valor gasto com a cesta básica representou 42,27% do salário mínimo líquido (R$ 666,08) deste cidadão, ou seja, após os descontos da Previdência Social.

Na comparação mensal entre setembro e outubro, oito dos treze produtos pesquisados registraram estagnação de preço. 
O maior aumento percentual do custo foi do pão que atingiu 7,10%, seguido do leite e da banana que tiveram elevações de preço de, respectivamente, 4,79% e 3,59%. Dentre os produtos com preços menores, destacou-se a batata cuja variação negativa foi de 19,85%. Ao longo de 2014, o preço do tomate foi o que apresentou o maior aumento (23,05%), seguido da banana (14,16%). O açúcar registrou a maior redução (-6,59%), logo à frente do óleo de soja (-5,80%). 

Já na comparação estadual, o município do Rio de Janeiro apresentou também uma elevação de 2,81% no mesmo período, atingindo o valor de R$ 336,10. Já na comparação nacional, doze das dezoito capitais pesquisadas apresentaram expansão do custo da cesta básica, sendo quatro delas superiores a 3%: Curitiba (4,37%), Porto Alegre (3,96%), Campo Grande (3,93%) e Florianópolis (3,64%).

Além disso, a partir da cesta básica mais cara que, em outubro foi novamente verificada na cidade de Florianópolis (R$ 353,18), o DIEESE calcula que o salário mínimo necessário para assegurar o suprimento das despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família composta de quatro membros (dois adultos e duas crianças, conforme estabelece a Constituição Federal), seja de R$ 2.967,07 (4,10 vezes o mínimo vigente de R$ 724,00).

Na última semana, nos três principais supermercados do Centro da cidade, o preço pelo quilo de dois dos principais itens da cesta básica (feijão e arroz) variava respectivamente de R$ 3 a R$ 4,90 e R$ 2,50 a R$ 3,70 (em se tratando das marcas mais populares). 

A pesquisa tem como base três das marcas mais populares em cada um destes três mercados, levando em consideração o fluxo com que estas marcas costumam escoar para o consumidor final. 

Média de Preços
Mercado
Arroz branco R$ 3,62
Feijão preto R$ 4,75

Fonte:http://www.odebateon.com.br/site/noticia/detalhe/32544/custo-de-cesta-basica-registra-aumento-em-macae-

ISS de Macaé 2013

ISS 2013

IPTU de Macaé em 2013

IPTU 2013

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Breve Histórico - Macaé antes da Petrobras


A História de Macaé inicia-se no decorrer do século  XVII,  com sua fundação pelos índios Goitacazes do Norte, liderado pelo governador geral Gaspar de Souza, visto a expulsão dos nativos pelos novos habitantes da antiga vila de cabo frio em 1615. A colonização oficial teve início em 1630, quando os padres jesuítas vieram para essas terras com o intuito de civilizar e evangelizar as populações que aqui residiam, assim fundando a Confraria de Sant’Ana, em 1630, e erguendo a capela de Sant’Ana.


Legenda: Igreja de Sant´Ana – Década de 40.

Assim, a povoação de Macaé teve início no sopé do morro de Sant´Ana, na  ´´Fazenda  Macaé´´, ou ´´Fazenda de Sant´Ana, segundo  historiadores, esta ocupada por colonizadores e religiosos. Logo a primeira atividade econômica foi a pesca, cujo sucesso era grande, devido a abundância de peixes. Logo em seguida, iniciou-se o investimento na agricultura, que com sua expansão, as margens do rio Macaé, levou a criação dos Distritos das Neves e Cachoeiros de Macaé, posterior o distrito do Sana e logo mais, distrito do Frade.

No início do século XIX, inicia-se a exploração de madeira. Com isso, a produção do povoado aumentava, passando para Cereais, porcos, cabritos,aves, ovos,feijão, arroz,fumo, etc. Com a expulsão dos Jesuitas pelo Marquês de Pombal, em 1795, a localidade recebeu novos imigrantes com o intuito de ocupar as terras já apaziguadas.O povoado começa a progredir, com o surgimento de novas fazendas e engenhos, o que o eleva a categoria de vila, com o nome de ´´Vila de São João de Macaé´´, em 29 de julho de 1813. Inicia-se em meados de 1850 a produção de café, nos distritos de maior altitude, como Sâna, Frade, Neves, Conceição e Cachoeiros.Nessa época, destaca-se como uma das maiores produtoras de café da região a fazenda Airís.
                                                         
                                                         Legenda: Fazenda Airis - 2014
 

 


Legenda: Antigo anuncio da Usina Cabiúnas.
 
Com o crescimento da produção e o estimulo do crescimento da população, Macaé torna-se município em 25 de janeiro de 1814,sendo passagem terrestre obrigatória entre Campos e Rio de Janeiro.Já em 15 de Abril de 1846, a lei provincial nº 364 concede a Macaé o título de cidade.
 
Legenda: Primeira ponte de Macaé.

Em 1862 é lançado o primeiro jornal da cidade, o ´´Monitor Macahense´´. Dez anos depois, é iniciada a construção do canal Campos – Macaé, com a finalidade de auxiliar o escoamento da  produção de açúcar de Campos, que estava a todo vapor.Esse canal de 109 quilômetros foi um estimulo para a época, pois proporcionou a utilização da enseada de imbetiba como porto comercial, alem de facilitar ainda mais a transição de mercadorias entre as cidades.
                                                   Legenda: Jornal Monitor Macahense - 1867
Legenda: Canal Campos – Macaé - 2013
 
No ínicio do século 20, Macaé recebe os primeiros projetos da linha férrea, interligando as cidades de Quissamã, Araruama e a cidade do Rio de Janeiro.Com a instalação da ferrovia, na época a LEOPOLDINA RAILWAY,  grandes fábricas ( como a de tamancos Veneza, a Fabrica de Vassouras Esplêndidas e a Fábrica de bebidas Prince) começaram a se instalar na cidade, que passou a receber por dia 10 locomotivas com todos os tipos de mercadoria. Em 1910, o governador do estado, Alfredo Backer, cria  a prefeitura Municipal de Macaé.

 
 
                                  Legenda: Anuncio da Fábrica de bebidas Prince e Casa Veneza
 
 
Legenda: Estação ferroviária de Macaé - 1905
Em 1917, Macaé recebe a energia elétrica, vinda de Campos, e em 1927, o presidente da República (e também macaense) Washington Luiz veio para a inauguração da usina de luz em Glicério, evento que reuniu grandes políticos da época.
                                    
                                              Legenda: Usina Hidroelétrica – Glicério. - 2013

Durante as décadas seguintes, Macaé manteve o foco na agropecuária, agricultura e pesca,destacando-se como uma das cidades mais produtivas do estado. Suas principais lavouras são de Cana de açúcar; laranja, tomate,café, mandioca.milho. banana. Feijão.batata doce. Arroz e abacaxi.
A economia da cidade manteve- se estável  no decorrer dos anos até que, em 1970 com a escolha da Petrobrás para instalar sua sede na região; e o início das instalações em 1977, a economia de cidade cresceu rapidamente, gerando uma grande demanda por serviços e produtos, e por consequência, o crescimento da população, que hoje ultrapassa os 200 mil habitantes, bem diferente da realidade de 1922, quando Macaé possuía apenas 54.892 habitantes.
 
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Indicadores de Macaé

Macaé, centro de suporte das operações offshore da Petrobras na Bacia de Campos - responsável pela produção de 80% do petróleo nacional e de 40% do gás natural – une vigor econômico com potencial para novos investimentos. Com estimativa populacional de 217.951 em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade cresceu em população mais do que o dobro em menos de vinte anos.

O município contabiliza números superlativos: é a sétima do país na evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do setor de energia, com 5,4% e nona melhor cidade do Brasil para fazer carreira, segundo a Fundação Getúlio Vargas.

Todo esse potencial socioeconômico reflete na necessidade constante do poder público multiplicar investimentos para atender a demanda nos setores de saúde, educação, infraestrutura, saneamento e também na mobilidade urbana. Na prefeitura, a mobilidade urbana, que envolve análises de trânsito, transporte, ambiente urbano e coletividade, busca soluções inovadoras, integrações e requalificação.

Fonte:http://www.macae.rj.gov.br/fumdec/conteudo/titulo/indicadores

Comida a quilo tem variação de 37% nos restaurantes do Centro




De acordo com uma pesquisa realizada há alguns meses pela Associação de Empresas de Cartões de Refeição e Alimentação (Assert), Macaé é o município com o preço mais caro pelo quilo da comida do estado do Rio de Janeiro, na cidade o preço também fica acima da média nacional de R$ 27,40. Para agravar a situação, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sobe a cada mês subsequente, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Índice de Preços ao Consumidor semanal (IPC-S), que avalia os preços no varejo, teve um aumento de destaque no grupo de alimentação (de 0,29% para 0,43%) com destaque para as carnes bovinas (de 1,08% para 1,91%). 

Desta maneira, quem trabalha no Centro de Macaé sabe bem que na hora do almoço as opções são variadas e os preços também.

Pensando nisto, O DEBATE, realizou uma pesquisa direcionada ao preço pelo quilo da refeição nos restaurantes self service localizados no Centro da cidade e constatou que, de acordo com a preferência do consumidor, a variação pode chegar a 37%. Ainda de acordo com os consumidores, conforto e variedade são determinantes para os preços cobrados por esses estabelecimentos que variam em média entre R$ 46 e R$ 29 o quilo. Na pesquisa foram contabilizados apenas os restaurantes self service atuantes no Centro da cidade.

"A maioria das empresas hoje paga um ticket refeição de R$ 12 a R$ 14 diários para o almoço, incluindo a minha. Desta forma, não me incomodo em inteirar um valor mensal para comer em um lugar onde a comida é saudável, tem boa variedade e o ambiente é bacana", diz o eletrotécnico, Maicon Lopes.

Já para algumas pessoas mais comprometidas, preferem usar o famoso ticket-refeição para as compras mensais de casa.
"Procuro sempre economizar o crédito do ticket para as compras do mercado, assim posso montar o cardápio que quiser e levar a comida já pronta de casa", observa a Engenheira de equipamentos, Cláudia Lúcia Vasconcellos.
Por outro lado os administradores dos restaurantes se defendem e explicam o porquê da comida estar tão salgada, alegando que também são vítimas do custo de vida alto da cidade.

Fora o custo alto dos impostos no município, hoje em dia é cada vez mais difícil conseguir mão de obra qualificada e quando se consegue tem que pagar um valor razoavelmente alto por ela, levando em consideração que competir salários com a indústria do petróleo não é fácil. Com tudo isto, estes custos têm que ser remanejados para algum lugar, logicamente a saída mais óbvia é o preço da comida pago pelo consumidor final. Estratégia essa que, sinceramente, não agrada os comerciantes mais experientes e que gostam de ter seus clientes sempre cativos", observa o gerente de um dos restaurantes do setor na cidade.

De acordo com o coordenador do Procon-Macaé, Carlos Fioretti, o consumidor que suspeitar da faixa tara dos pratos (desconto do peso do prato vazio pela comida consumida pelo cliente) deve imediatamente se dirigir à filial do órgão do município e denunciar as possíveis irregularidades

"Não temos recebido reclamações deste tipo na cidade e via de regra, as vistorias não costumam dar problema. Contudo, o consumidor tem o direito de exigir que o restaurante self service disponibilize em local visível um cartaz que informe o peso do prato utilizado no bufêt. Se mesmo assim o cliente continuar suspeitando da elevação abusiva no preço, ele deve procurar imediatamente o setor do órgão no município e denunciar", explica o coordenador do Procon-Macaé.